Mostrando postagens com marcador Curitiba. Mostrar todas as postagens
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13.12.07

Curitiba 4: Uma surpresa muito agradável

Bom, depois de algum tempo, volto novamente a falar de Curitiba.
Dois são os motivos que me levam a fazê-lo:
1- Estou em dívida com o blog, afinal faz alguns dias que não contribuo com um post.
2- Estou em dívida com Curitiba, afinal já faz tempo que prometi colocar uma coisa boa sobre a cidade. (Até queixas apareceram!!)

O primeiro motivo me faz lembrar que em geral procuramos sempre coisas curiosas, diferentes, engraçadas (às vezes até dramáticas) para postar. Ser um DJ é sair na rua com o olho atento para qualquer coisa que renda um bom post e que dê caldo para uma boa discussão. Talvez por esse mesmo motivo que Curitiba tenha se destacado tanto aqui em nosso blog. Não pela cidade, não pelos designers (vi excelentes trabalhos e pesquisas por lá), muito menos por qualquer implicância com o "espírito curitibano", mas pelo fato de estar numa outra cidade vendo coisas novas, com o olhar muito mais aguçado pelo estranhamento. Por vezes o cotidiano ofusca coisas que para o olhar do estrangeiro acaba saltando aos olhos. Eu fui a Curitiba com os olhos bem abertos e uma câmera fotográfica na mão. Some-se a isso o agravante de estar respirando design a semana inteira por conta dos congressos (uma vez para o P&D e outra para o SBDI).

O segundo motivo não é bem um pedido de desculpas, mas uma oportunidade de mostrar os contrastes comuns nos grandes centros urbanos. Como Jusiticeiros, justiça seja feita: fica evidente que em todas as outras postagens não falei de trabalhos de designers profissionais, mas possivelmente sobrinhos, micreiros ou alguém que sabe "operar um programa gráfico". Contudo, andando pelo centro de Curitiba, me deparei com algo que me chamou muito a atenção: os cartazes das peças do teatro Guaíra.
Antes de seguir a narrativa, abro um parênteses para falar sobre cartazes de peças de teatro.
(Já repararam que apesar de ser uma excelente oportunidade para experimentação visual, muitos designers de cartazes têm o péssimo hábito de seguir os cânones hollywoodianos? É muito comum ver peças gráficas onde o que se vê é uma foto em close-up do artista famoso (global??) em primeiro plano, com o título da peça em letras garrafais. E pensar que o design gráfico se desenvolveu muito a partir dessa mídia. Lembrem-se de Toulouse Lautrec e Alphonse Mucha!!)

Agora, qual não foi minha surpresa ao notar que, das 4 peças em cartaz, os 4 cartazes não eram apenas interessantes individualmente, como também se harmonizaram lado a lado!!


Caso raríssimo e exemplar, não pude deixar passar. Com minha máquina na mão bati a foto imediatamente, pensando "O pessoal lá no Rio tem que ver isso!!".
Algumas críticas podem até ser feitas, mas o que me espanta é que entre mortos e feridos, os 4 se salvam!!
Ponto para Curitiba!!!

27.10.07

Curitiba 3: Design do ponto de vendas

Mais de Curitiba.


É pessoal, onde está Wally?
Tá aqui ó:


Posicionamento estratégico no ponto de vendas?
Ou apenas uma forma de rearfirmar a culpa cristã??

19.10.07

Curitiba: o Design Brasileiro é pastiche? v.2.0

Mais de Curitiba.
Estávamos eu e Gabiru, praticamente um mascote dos DJ's, quando adentramos em um Mercadorama, que é uma rede de supermercados local.
Eis que nos deparamos com isso:


Como criar um misto de Cadeira Formiga e Series 7 e banquinho de bar? Tá aí a resposta.
Para quem não conhece o referente, vejam a cadeira Series 7, do designer Arne Jacobsen.
Leia mais aqui. (in engrish)

Detalhe: notem as cadeiras da mesinha. É o mesmo design, mas com pernas diferentes!!

Series 7:

Arne Jacobsen Series 7 Chair

Ant Chair:



Arne Jacobsen The Ant Chair

E afinal de contas...

O Design Brasileiro é pastiche?

15.10.07

Curitiba: Lanchxin Longonete???

Apresento esta imagem para apreciação.
Já havia visto e comentado com várias pessoas no ano passado, mas a foto estava ruim. Felizmente voltei a Curitiba e pude registrar novamente esta pérola da identidade visual:

Curitiba: outra questão de naming

Prezados leitores e colegas de blog,

cá estou eu a escrever novamente sobre uma cidade que, sem sombra de dúvida, dá o que falar aqui em nosso blog: Curitiba.
(Quem não se lembra do enigma do pão de queijo?).

Em virtude do 3° Congresso Internacional de Design da Informação e também do 39th international visual literacy annual conference me foi possível mais uma temporada na cidade e, assim, venho relatar algumas situações pitorescas.

Relembrando a questão de naming (tem também essa aqui) apresento a seguinte imagem para reflexão:


Um ponto de venda, mais ou menos caidinho, no centro de Curitiba para alugar.
Agora, atentem para o sugestivo nome da imobiliária:


Não tem preço, não é mesmo??
Em breve: mais da cidade que dá o que postar...

24.1.07

O enigma do pão de queijo

Não poderia deixar de resgatar um dos casos mais peculiares de 2006.
No ano de 2006, como muitos sabem, ocorreu o 7 º P&D, Congresso Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, que aconteceu em Curitiba.
Ao longo da estadua na cidade inúmeras situações ocorreram e diversos exemplares de design e arquitetura foram observados ( imaginem como é andar numa outra cidade com um pelotão de designers cariocas!!)
Entre os diversos fenômenos de idedntidade visual destaco este pequeno caso, que despertou a dúvida de todos os passageiros do ônibus fretado pela PUC-Rio.

No Centro da cidade de Curitiba podemos encontrar esta singela casa de sucos e pastelaria, e que sabe-se lá por que cargas d´água tem o nome de Pão de Queijo Master. Afinal, por que uma casa de sucos e pastelaria não se chama Sucos Master ou então Pastelaria Master?
Bem.. além deste primeiro equívoco, há ainda o mistério a ser desevendado. O que o micreiro, ou sobrinho, ou aspirante a designer quis representar? Seria aquela massa disforme um pão de queijo??
Vemos ao lado que a forma do pão de queijo lembra uma esfera e não uma massa disforme regular na base e completamente torta em cima.
Depois de muito discutirmos, utilizando todo um repertório teórico que os designers possuem, não fomos capazes de desvendar o que realmente aquele desenho quer representar: alguns dizem que se trata de um panetone, outros que é um chapéu de cozinheiro, mas o bem da verdade é que ninguem sabe ao certo o que se pretendia com esta forma tão inusitada.
Particularmente eu concordo com a teoria proposta por Guix, o Xavier, de que se trata nada mais nada menos de um Muffin.

Caso encerrado?