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12.1.10

Vampiros Cubanos en la Habana (porque nem todo Designer Justiceiro gosta de piroca...)

\ Apesar do que possa parecer o título desta postagem, não se trata de mais uma película trash do Zé do Caixão nem de outro caça-níqueis hollywoodiano na esteira do sucesso dos sugadores de sangue emo-teen que têm assombrado as livrarias e salas de projeção no mundo todo. Trata-se apenas da dica cultural da semana.

Na próxima quinta-feira (14), o projeto Cineclube Sala Escura apresentará no Rio de Janeiro Vampiros en la Habana (1985), segundo longa-metragem do animador cubano Juan Padrón.



O Cineclube Sala Escura é um projeto de extensão do curso de Cinema e Vídeo da Universidade Federal Fluminense, realizado pelo Laboratório de Investigação Audiovisual (LIA). Sua programação e organização são feitas pelos próprios alunos do curso de Cinema, sob a coordenação do professor Tunico Amancio.

As sessões ocorrem na Cinemateca do Museu de Arte Moderna, sempre na segunda quinta-feira de cada mês — quando são exibidos filmes latino-americanos — e no Cine Arte UFF (prédio da Reitoria da UFF, em Icaraí, Niterói) na última sexta-feira do mês, com clássicos do cinema em película. Além destas, mensalmente há ainda uma sessão especial no prédio da Faculdade de Direito da UFF.

Sei que o horário não é dos melhores, mas aqueles que puderem ir certamente não se arrependerão. Juan Padrón é talvez o animador cubano de mais renome internacional. E todos aqueles que já assistiram a esse filme confirmam que as risadas são garantidas.


Única exibição no dia 14 de janeiro, às 16h.
Entrada franca.

Cinemateca do MAM.
Avenida Infante Dom Henrique, 85.
Parque do Flamengo - Rio de Janeiro.

Mais informações no folheto ao lado
(clique na imagem para ampliá-la).



reblogado d'
o quadro-negro animado.
(porque eu achei que valia à pena divulgar. E para deixar nosso sítio um pouco mais agradável, depois das imagens que ilustraram as últimas postagens...)

12.7.09

Virada Russa no CCBB (Rio)

Exposição imperdível, no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro.

De 23 de junho a 23 de agosto
De terça a domingo, das 9h às 21h
1º andar do CCBB

Entrada Franca

A exposição Virada Russa foca sua atenção na produção artística criada na Rússia desde o começo do século XX até a década de 1930, importante não apenas para a cultura russa, mas para toda a arte internacional daquele período.

O conjunto de obras selecionadas inclui a produção de importantes artistas do período, como Kandinsky, Maliévitch, Chagall, Rodchenko, Tátlin, Goncharova, entre outros. Ao todo, são 123 obras, todas pertencentes ao acervo do Museu Estatal de São Petersburgo. A mostra tem curadoria de Yevgenia Petrova, Joseph Kiblitsky, Rodolfo de Athaydee Ania Rodríguez Alonso.

Alexander Rodchenko - Círculo Branco

7.7.08

Dica: História do Design Gráfico no Flickr

A quem interessar :
Navegando na internet descobri um Álbum no Flickr que resgata cartazes e peças gráficas históricas.
Um interessante acervo visual, comentado (em inglês) pelo proprietário.
O endereço: http://www.flickr.com/photos/20745656@N00/sets/

Já está nos meus favoritos.

13.12.07

Curitiba 4: Uma surpresa muito agradável

Bom, depois de algum tempo, volto novamente a falar de Curitiba.
Dois são os motivos que me levam a fazê-lo:
1- Estou em dívida com o blog, afinal faz alguns dias que não contribuo com um post.
2- Estou em dívida com Curitiba, afinal já faz tempo que prometi colocar uma coisa boa sobre a cidade. (Até queixas apareceram!!)

O primeiro motivo me faz lembrar que em geral procuramos sempre coisas curiosas, diferentes, engraçadas (às vezes até dramáticas) para postar. Ser um DJ é sair na rua com o olho atento para qualquer coisa que renda um bom post e que dê caldo para uma boa discussão. Talvez por esse mesmo motivo que Curitiba tenha se destacado tanto aqui em nosso blog. Não pela cidade, não pelos designers (vi excelentes trabalhos e pesquisas por lá), muito menos por qualquer implicância com o "espírito curitibano", mas pelo fato de estar numa outra cidade vendo coisas novas, com o olhar muito mais aguçado pelo estranhamento. Por vezes o cotidiano ofusca coisas que para o olhar do estrangeiro acaba saltando aos olhos. Eu fui a Curitiba com os olhos bem abertos e uma câmera fotográfica na mão. Some-se a isso o agravante de estar respirando design a semana inteira por conta dos congressos (uma vez para o P&D e outra para o SBDI).

O segundo motivo não é bem um pedido de desculpas, mas uma oportunidade de mostrar os contrastes comuns nos grandes centros urbanos. Como Jusiticeiros, justiça seja feita: fica evidente que em todas as outras postagens não falei de trabalhos de designers profissionais, mas possivelmente sobrinhos, micreiros ou alguém que sabe "operar um programa gráfico". Contudo, andando pelo centro de Curitiba, me deparei com algo que me chamou muito a atenção: os cartazes das peças do teatro Guaíra.
Antes de seguir a narrativa, abro um parênteses para falar sobre cartazes de peças de teatro.
(Já repararam que apesar de ser uma excelente oportunidade para experimentação visual, muitos designers de cartazes têm o péssimo hábito de seguir os cânones hollywoodianos? É muito comum ver peças gráficas onde o que se vê é uma foto em close-up do artista famoso (global??) em primeiro plano, com o título da peça em letras garrafais. E pensar que o design gráfico se desenvolveu muito a partir dessa mídia. Lembrem-se de Toulouse Lautrec e Alphonse Mucha!!)

Agora, qual não foi minha surpresa ao notar que, das 4 peças em cartaz, os 4 cartazes não eram apenas interessantes individualmente, como também se harmonizaram lado a lado!!


Caso raríssimo e exemplar, não pude deixar passar. Com minha máquina na mão bati a foto imediatamente, pensando "O pessoal lá no Rio tem que ver isso!!".
Algumas críticas podem até ser feitas, mas o que me espanta é que entre mortos e feridos, os 4 se salvam!!
Ponto para Curitiba!!!